O tenista espanhol Carlos Alcaraz projeta um final de temporada competitivo após conquistar o ATP 500 de Tóquio na última terça-feira. O atleta, que ocupa atualmente a terceira posição no ranking mundial, declarou estar mentalmente revigorado para os desafios que se seguem na China, especificamente no torneio de Xangai, onde busca superar seu histórico pessoal.
Recuperação física e renovação mental de Alcaraz
A trajetória recente do jogador de 23 anos foi marcada por uma interrupção forçada devido a uma lesão no punho, sofrida em abril. O período de quatro meses longe das quadras, que se estendeu até o US Open em agosto, permitiu uma pausa estratégica em sua rotina exaustiva.
Alcaraz admitiu que seu corpo ainda passa por um processo de readaptação às exigências das partidas de alto nível. Mesmo com o histórico de fadiga acumulada em anos anteriores, o tenista reforçou aos jornalistas em Xangai que se sente pronto para manter o ritmo de treinos e competições.
Desafios e expectativas no torneio de Xangai
O torneio chinês representa uma barreira histórica para o espanhol, que nunca avançou além das quartas de final na competição. Em 2025, a ausência de Alcaraz foi motivada por problemas físicos, o que torna sua participação atual um teste de resiliência diante do calendário apertado do circuito profissional.
O atleta estreará na segunda rodada contra o argentino Juan Manuel Cerundolo. A preparação para este confronto ocorre em um cenário onde o tenista tem sido um crítico vocal da densidade do calendário asiático de outono, que ocorre logo após a maratona de jogos do US Open.
Cenário competitivo e ausências no circuito
A disputa pelo título em Xangai ganha novos contornos com a saída de Jannik Sinner, atual número um do mundo, que encerrou sua temporada de 2026 para tratar uma lesão no joelho. A decisão do italiano foi classificada como inteligente por Novak Djokovic, que defende a necessidade de um planejamento focado na longevidade da carreira.
Além de Djokovic, que chega embalado após conquistar o 102º título de sua trajetória em Pequim, o alemão Alexander Zverev surge como um dos principais oponentes na chave. O sérvio, aos 39 anos, mantém o foco em repetir o desempenho de alto nível em solo chinês, conforme reportado pela AFP.

