Clubes de futebol enfrentam riscos trabalhistas com terceirização de equipes de esportes eletrônicos.

A Justiça do Trabalho responsabilizou o Sport Club Corinthians Paulista pelo pagamento de salários atrasados a jogadores e funcionários de suas antigas equipes de esports. A decisão afeta a gestão de marcas tradicionais no cenário competitivo digital brasileiro.

Apesar de o clube ter licenciado a operação para a empresa terceirizada CDS E-Sports e Entretenimento Ltda, a legislação trabalhista brasileira entende que a entidade beneficiada pelo trabalho responde subsidiariamente pelas obrigações não cumpridas, conforme informação divulgada por ESPORTEADVOCATE.

O levantamento realizado nos tribunais regionais revela dezenas de processos trabalhistas acumulados, somando valores expressivos que pressionam ainda mais a finança do Corinthians, atualmente gerida pelo presidente Osmar Stabile em meio a uma crise geral.

Processos trabalhistas contra o Corinthians

O levantamento publicado em outubro mapeou 30 processos trabalhistas envolvendo o Corinthians e a antiga parceira CDS. Das 13 decisões já proferidas, dez resultaram em responsabilidade subsidiária para o clube paulista.

Impacto financeiro e acordos judiciais

As ações somam mais de 2,8 milhões de reais, valor total atribuído pelos reclamantes. A juíza Jane Granzoto Torres da Silva apontou que o clube contratou uma empresa sem capacidade de honrar compromissos e precisa assumir os riscos.

Fim da parceria com a CDS E-Sports

O modelo de licenciamento ruiu após atrasos salariais relatados pela imprensa e punições aplicadas pela publisher Garena. O Corinthians rescindiu os contratos com a CDS em agosto de 2025 e cobrou judicialmente a empresa.

Perguntas Frequentes

Por que o Corinthians foi condenado por dívidas de esports?

A Justiça do Trabalho considerou o clube subsidiariamente responsável porque a empresa licenciada CDS E-Sports não pagou os salários de jogadores e funcionários, conforme regras que protegem o trabalhador no Brasil.

Qual é o valor total das ações trabalhistas contra o Corinthians?

As 30 ações registradas somam mais de 2,8 milhões de reais em valores atribuídos inicialmente pelos reclamantes nos tribunais regionais do trabalho.

O Corinthians pode cobrar a empresa parceira CDS na justiça?

Sim, o clube mantém o direito contratual de cobrança e formalizou exigências para que a CDS arque com os custos trabalhistas assumidos em contrato.

Outros clubes brasileiros correm o mesmo risco nos esports?

Especialistas indicam que sim, pois a jurisprudência trabalhista atual mostra que licenciar a marca não blinda o clube de futebol contra calotes salariais aplicados por operadores terceirizados.