O São Paulo enfrenta um cenário de incerteza em relação ao futuro de dois de seus atletas: o lateral-direito Cédric Soares e o lateral-esquerdo Enzo Díaz. Embora ambos possuam contratos de longa duração com a instituição, eles não integram os planos da comissão técnica e permanecem afastados das atividades principais do elenco, aguardando definições que podem ocorrer apenas após o processo eleitoral do clube.

O clube paulista buscou a rescisão contratual com os jogadores em meados de setembro, porém as tratativas não avançaram. Atualmente, não há novas negociações em curso para uma saída antecipada. O vínculo de Cédric Soares se estende até o final de 2027, enquanto o contrato de Enzo Díaz é válido até dezembro de 2028.

Afastamento e isolamento de Cédric Soares

Desde junho, Cédric Soares encontra-se fora das atividades do grupo principal. O jogador, que não entra em campo desde a derrota para o Fluminense em 16 de maio, não é relacionado para partidas e treina de forma isolada no CT da Barra Funda.

Em agosto, o atleta chegou a ser deslocado para o CT de Cotia, onde treinou ao lado de outros jogadores que também não faziam parte do planejamento. Enquanto o clube viabilizou a saída de outros nomes, como o empréstimo de Maik e a rescisão de Luan, a situação de Cédric permanece estagnada, sem propostas formais de transferência ou perspectiva de reintegração.

Complexidade no caso de Enzo Díaz

A situação de Enzo Díaz apresenta contornos distintos, marcados por um desgaste na relação com o clube. Após um período de afastamento dos treinos com o plantel, o estafe do jogador apontou insatisfação com pendências em direitos de imagem, enquanto o São Paulo justificou a decisão técnica baseada em uma queda de rendimento do lateral.

Durante a última janela de transferências, uma proposta do Racing, da Argentina, foi analisada, mas as conversas não evoluíram. Atualmente, o jogador optou por realizar sua preparação física em seu país natal. O atleta, que não atua desde a partida contra o Remo em 31 de maio, projeta uma possível retomada de espaço no clube apenas para a temporada de 2027.

Contexto de transição no São Paulo

O impasse envolvendo os dois laterais reflete um momento de reestruturação interna no São Paulo. A diretoria tem priorizado a gestão de contratos longos e a adequação da folha salarial, buscando soluções que minimizem prejuízos financeiros.

A expectativa é que o destino de ambos seja selado após o pleito presidencial do clube. Enquanto aguardam, os jogadores seguem cumprindo suas obrigações contratuais de forma separada, distantes da rotina competitiva da equipe comandada por Dorival Júnior.

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