Diretor de futebol do Flamengo aponta que nova norma da CBF vai prejudicar a qualidade técnica da liga brasileira
A nova regra de redução gradual do limite de estrangeiros no futebol brasileiro, aprovada pela Confederação Brasileira de Futebol, a CBF, gerou forte resistência nos bastidores dos clubes nacionais, especialmente no Rio de Janeiro.
O dirigente português José Boto, diretor de futebol do Flamengo, votou contra a medida e afirmou publicamente que a decisão não vai melhorar o Campeonato Brasileiro, mas sim enfraquecê-lo a partir de 2027 até 2030, conforme informação divulgada por FUTEBOL.
Em entrevistas recentes, a diretoria rubro-negra detalhou os impactos negativos dessa restrição e ainda propôs outras mudanças fundamentais para modernizar o regulamento das competições nacionais no país.
Impacto da redução de estrangeiros na qualidade da liga
Para o dirigente do clube carioca, os melhores atletas continuarão deixando o Brasil muito jovens rumo à Europa, pois os times locais não têm poder financeiro suficiente para reter essas peças de alto valor de mercado.
Sem a possibilidade de contar com estrangeiros de peso em seus planteis, as equipes brasileiras serão obrigadas a atuar com atletas de menor valia técnica, o que inevitavelmente vai baixar o nível geral da principal competição do país.
Posição jurídica do Flamengo sobre o modelo da CBF
Durante participação em debates esportivos, Marcos Motta, advogado e vice-presidente jurídico do Flamengo, reforçou que a limitação imposta pela entidade máxima do futebol nacional precisa ser amplamente repensada.
O executivo jurídico destacou que o modelo não pode engessar a gestão dos clubes, alertando que qualquer linha de corte rígida é problemática e deve ser aplicada de forma gradual, visando sempre o engrandecimento do produto.
Fim da regra dos doze jogos nas transferências nacionais
Além da discussão sobre os atletas de fora do país, José Boto aproveitou para sugerir o fim da norma que proíbe um jogador de mudar de clube após disputar doze partidas pelo Campeonato Brasileiro.
Segundo o profissional português, essa restrição não existe em nenhuma outra liga relevante ao redor do mundo, fazendo com que o dinheiro acabe saindo do ecossistema financeiro do futebol brasileiro.
Perguntas Frequentes
O que José Boto falou sobre a redução de estrangeiros?
O diretor de futebol do Flamengo afirmou que a medida aprovada pela CBF vai enfraquecer a qualidade do Campeonato Brasileiro, pois os clubes não conseguirão reter talentos e precisarão usar jogadores de menor valia.
Quando começa a valer a nova regra de estrangeiros da CBF?
A proposta aprovada pela CBF prevê iniciar a redução gradual do limite de jogadores estrangeiros a partir do ano de 2027, atingindo o teto final de cinco atletas por clube em 2030.
Qual é a opinião jurídica do Flamengo sobre o tema?
O vice-presidente jurídico do Flamengo, Marcos Motta, defende que a limitação numérica precisa ser discutida e evitada para não engessar o modelo de negócios e o engrandecimento do futebol brasileiro.
Qual outra sugestão o dirigente do Flamengo deu à CBF?
José Boto sugeriu o fim da regra que proíbe transferências de atletas após completarem doze jogos na Série A, medida que, segundo ele, prejudica o fluxo financeiro entre os clubes brasileiros.


