O finlandês detalha problemas aerodinâmicos e de motor na Cadillac após GP do Azerbaijão.

O piloto Valtteri Bottas revelou os motivos por trás de sua falta de ritmo em comparação ao seu colega de equipe na Cadillac, Sergio Perez, durante a última etapa da Fórmula 1 no Azerbaijão. O finlandês ficou em média 1,7 segundo mais lento por volta que Perez no circuito de Baku, registrando o maior déficit interno da temporada de 2026.

A situação culminou em uma batida no muro na última volta, após um problema com o padrão de acionamento do carro e falha nos freios traseiros. O desempenho gerou grande preocupação na equipe americana, que enfrenta dificuldades técnicas neste primeiro ano na categoria principal do automobilismo mundial, conforme informação divulgada por THE RACE.

Bottas admitiu que a situação foi péssima tanto visualmente quanto na pilotagem, destacando que não havia como acompanhar o pelotão principal. O competidor tentou diversas alternativas durante a prova e coletou dados importantes sobre os pontos em que perdia tempo precioso nas retas e curvas do traçado azerbaijano.

Problemas aerodinâmicos e falta de dados

O finlandês apontou que a falta de ritmo já era visível desde os treinos livres, o que motivou mudanças profundas no acerto do bólido para a classificação. A equipe mexeu em amortecedores e no assoalho, trazendo melhorias sensoriais, mas a degradação retornou com força durante a corrida principal disputada no circuito urbano.

Bottas destacou que a falta de pressão em partes específicas do assoalho deixa a equipe cega em relação a dados aerodinâmicos cruciais. Além disso, a direção hidráulica apresentou desgaste contínuo ao longo do fim de semana, dificultando ainda mais a sensibilidade e o controle do veículo em alta velocidade.

Diferença de motor e novas peças

Outro fator determinante foi a disparidade entre as unidades de potência utilizadas pelos dois pilotos da escuderia Cadillac. Sergio Perez utilizou a versão atualizada do motor Ferrari ADUO 2 em Baku, enquanto Bottas ainda não contava com o componente mais potente em seu carro.

A diferença de desempenho mecânico acabou se mostrando superior ao que os dados teóricos previam inicialmente para o fim de semana. A chegada da especificação nova para o piloto finlandês é tratada como incerta para a próxima etapa na Malásia, podendo ser adiada para o Grande Prêmio de Singapura.

Desafios da Cadillac em Sepang

Para o próximo desafio no circuito de Sepang, os engenheiros e pilotos da Cadillac mantem cautela devido às características da pista. O traçado malaio exige alto desempenho em curvas rápidas e gera forte superaquecimento dos pneus, dois pontos fracos atuais do modelo desenvolvido pela equipe.

Perez explicou que o carro sofre com uma grande falta de carga aerodinâmica e excesso de arrasto nas retas. A equipe decidiu poupar componentes do motor visando etapas futuras mais favoráveis, aceitando que o ano de estreia na categoria seria repleto de obstáculos técnicos complexos.

Perguntas Frequentes

Por que Valtteri Bottas foi tão lento em Baku?

O piloto da Cadillac sofreu com falta de carga aerodinâmica, problemas nos amortecedores, perda de dados no assoalho, desgaste na direção hidráulica e uma unidade de potência inferior à de seu companheiro.

Qual é a diferença de motor entre os pilotos da Cadillac?

Sergio Perez utilizou a nova unidade de potência Ferrari ADUO 2 no Azerbaijão, enquanto Valtteri Bottas ainda competiu com a especificação anterior, gerando um déficit de desempenho perceptível nos dados.

Quais são os principais problemas do carro da Cadillac na Fórmula 1?

Segundo os pilotos Sergio Perez e Valtteri Bottas, o bólido apresenta uma grande falta de carga aerodinâmica, excesso de arrasto nas retas, tendência ao superaquecimento de pneus e dificuldades em curvas rápidas.

Onde será a próxima etapa da Fórmula 1 em 2026?

A próxima etapa do campeonato será disputada no circuito de Sepang, marcando o retorno do Grande Prêmio da Malásia ao calendário da categoria após quase uma década de ausência.