Marcelo Marcucci Portugal Gouvêa oficializou sua candidatura à presidência do São Paulo em evento realizado nos Jardins. O conselheiro vitalício apresentou diretrizes que incluem a viabilização de estudos sobre a transformação do clube em uma Sociedade Anônima do Futebol (SAF), além de estratégias para equilibrar a austeridade financeira com a competitividade esportiva.

Estudo de viabilidade para a implementação da SAF

O candidato defende que a transição para o modelo de SAF não deve ser encarada como uma ameaça, mas como uma possibilidade a ser analisada com profundidade. Segundo Marcelo Portugal Gouvêa, o clube precisa de um estudo imparcial que avalie as vantagens e desvantagens de diferentes estruturas societárias, considerando inclusive os impactos da reforma tributária.

A proposta prevê que qualquer mudança dessa magnitude seja discutida exaustivamente no Conselho Deliberativo. O objetivo é garantir que a decisão seja legitimada pelos conselheiros, afastando o modelo de decisões centralizadas e promovendo uma análise técnica sobre o futuro institucional do Tricolor.

Gestão do futebol e o papel estratégico de Cotia

Para o departamento de futebol, o plano de governo foca na profissionalização e na redução de gastos sem comprometer o desempenho em campo. O candidato pretende realizar uma auditoria sobre a continuidade de profissionais da atual gestão, condicionando a permanência à transparência e ao alinhamento com seu projeto, descartando qualquer colaborador envolvido em irregularidades.

A estratégia para manter a competitividade passa pelo fortalecimento das categorias de base em Cotia. Com o objetivo de reduzir custos operacionais, o projeto aposta na integração entre o CT da Barra Funda e a base, priorizando contratações pontuais e certeiras baseadas em inteligência de mercado e scouting, em vez de investimentos massivos e ineficientes.

Estrutura organizacional e reforma estatutária

O modelo de gestão proposto por Marcelo Portugal Gouvêa para o futebol baseia-se em um organograma claro, com divisões específicas para áreas como saúde, desempenho, jurídico e inteligência. A ideia é evitar o acúmulo de funções, estabelecendo atribuições definidas para diretores e gerentes, garantindo que o planejamento esportivo seja revisto a cada temporada.

Sobre a reforma estatutária, que teve propostas rejeitadas pelo Conselho Deliberativo em agosto de 2026, o candidato mantém o diálogo aberto. O tema, que envolve mudanças estruturais e a discussão sobre o direito de voto do sócio-torcedor, permanece como um ponto central para a modernização administrativa que o postulante ao cargo pretende implementar caso seja eleito.

Para mais informações sobre o cenário político do clube, acompanhe a cobertura da Gazeta Esportiva.

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