O Tribunal Superior de Edimburgo, na Escócia, proferiu nesta terça-feira a sentença de sete anos de prisão contra o ex-campeão mundial de sinuca Graeme Dott. O atleta, de 49 anos, foi considerado culpado por crimes de abuso sexual cometidos contra dois menores de idade, encerrando um processo judicial que trouxe à tona violações ocorridas ao longo de quase duas décadas.

Sentença e impacto do julgamento na Escócia

Ao anunciar a condenação, o juiz Sean Smith enfatizou a gravidade dos atos praticados pelo ex-jogador. O magistrado afirmou que o réu foi responsável por roubar uma parte significativa da infância das vítimas, destacando o impacto irreparável causado pelos abusos cometidos entre 1993 e 2010.

O caso, que foi acompanhado de perto pela opinião pública escocesa, culminou em uma decisão unânime do júri em agosto. Na ocasião, o colegiado considerou o ex-atleta culpado por submeter uma menina e um menino a múltiplos episódios de violência, apesar das negativas apresentadas pela defesa durante o rito processual.

Detalhes das acusações e comportamento do réu

Durante a instrução do processo, o tribunal detalhou uma série de atos ilícitos que configuraram a condenação. Ficou comprovado que Graeme Dott exibiu-se nu diante das crianças, além de realizar toques impróprios e beijos forçados, configurando comportamento lascivo, indecente e libidinoso.

A gravidade das ações levou a polícia escocesa a classificar o ex-campeão como um indivíduo perigoso. A investigação reuniu evidências contundentes que invalidaram as alegações de inocência sustentadas pelo réu ao longo das audiências.

Consequências esportivas e exclusão da modalidade

A condenação criminal trouxe reflexos imediatos na carreira esportiva do ex-jogador. A Associação Mundial Profissional de Bilhar e Sinuca decidiu pela revogação permanente da filiação de Dott, banindo-o definitivamente de qualquer atividade vinculada à instituição.

O atleta, que alcançou o topo do esporte ao conquistar o título mundial em 2006, além de ter sido vice-campeão em 2004 e 2010, vê sua trajetória profissional marcada por um desfecho judicial severo. A medida administrativa reflete a política de tolerância zero da entidade diante de crimes de natureza sexual envolvendo seus membros.

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