A busca por um novo comando no Parque São Jorge
O Corinthians iniciou uma movimentação intensa nos bastidores para definir o sucessor de Fernando Diniz, demitido nesta quarta-feira. A decisão da diretoria ocorreu logo após a derrota da equipe para o Internacional, no Beira-Rio, em partida válida pela 29ª rodada do Campeonato Brasileiro.
O nome do técnico argentino Ramón Díaz surgiu como o principal favorito para assumir a função. O profissional é visto internamente como um nome capaz de lidar com a pressão atual, especialmente por já conhecer a estrutura do clube e boa parte do elenco que compõe o plantel alvinegro.
Histórico recente e viabilidade contratual
A preferência por Ramón Díaz fundamenta-se em seu desempenho durante a temporada de 2024. Naquela ocasião, o treinador foi responsável por liderar a reação da equipe no Brasileirão, evitando o rebaixamento e garantindo a classificação para a Libertadores do ano subsequente.
Além do histórico positivo, o argentino possui boa aceitação entre os torcedores e manifestou, em momentos anteriores, o interesse em retornar ao clube. Outro ponto que atrai a gestão corinthiana é a possibilidade de firmar um vínculo de curta duração, estendendo-se apenas até o encerramento da atual temporada.
Resistências internas e alternativas no mercado
Apesar do favoritismo, a contratação não é tratada como unanimidade. O presidente Osmar Stabile, conforme apurado pela Gazeta Esportiva, mantém ressalvas quanto ao perfil do treinador, tendo inclusive vetado investidas anteriores em momentos de vacância no cargo.
Além de Ramón Díaz, outros nomes foram debatidos, como Juan Pablo Vojvoda e Sylvinho. Vojvoda conta com o respaldo do executivo Marcelo Paz, mas enfrenta oposição interna devido aos resultados recentes em outras agremiações. Já Sylvinho, embora tenha realizado um trabalho elogiado na seleção da Albânia, possui uma passagem anterior conturbada pelo clube, o que torna qualquer negociação mais complexa.
O cenário de crise e o desafio imediato
A diretoria alvinegra trabalha com urgência para oficializar o novo nome antes do clássico contra o Palmeiras, marcado para o próximo domingo. A pressão sobre a cúpula do futebol aumentou após uma sequência de sete derrotas consecutivas no campeonato nacional, que empurrou o time para a 16ª colocação, com 32 pontos.
O trabalho de Fernando Diniz, iniciado em 6 de abril, encerrou-se com um aproveitamento de 47,5% em 33 partidas oficiais. Após um início promissor, a equipe sofreu um declínio acentuado pós-pausa da Copa do Mundo, acumulando eliminações precoces na Copa do Brasil e na Libertadores, além de amargar a pior campanha do segundo turno da competição nacional.

