O zagueiro Gabriel Paulista, atleta do Corinthians, foi absolvido pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) nesta quinta-feira. O jogador enfrentava julgamento devido a um suposto gesto obsceno que teria sido direcionado à torcida do Palmeiras durante o aquecimento, antes do clássico realizado no último domingo, válido pela 30ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Julgamento e decisão da comissão disciplinar

A Quinta Comissão Disciplinar do STJD analisou o caso e, por maioria de votos, optou pela absolvição do defensor. Embora o atleta tenha se livrado de uma suspensão imediata, a Procuradoria do tribunal ainda mantém o direito de recorrer da decisão junto ao Pleno do órgão, o que mantém o desfecho do caso em aberto no âmbito jurídico-desportivo.

Argumentos da defesa e fragilidade das provas

Durante a sessão, o advogado Sérgio Engelberg, responsável pela defesa do clube, sustentou que o material probatório era insuficiente para uma condenação. Segundo o representante, o processo baseava-se apenas em duas fotografias estáticas, sem a existência de um vídeo que permitisse a análise precisa do contexto e da intenção do movimento realizado pelo jogador.

Divergência entre auditores e resultado final

O relator do caso, auditor Gustavo Lisboa, votou pela aplicação de uma suspensão de duas partidas, argumentando que as imagens seriam provas suficientes da conduta. Contudo, a auditora Renata Baldez apresentou um voto divergente, defendendo que as fotos não ofereciam segurança jurídica para comprovar o gesto obsceno.

A maioria dos auditores acompanhou o posicionamento de Renata Baldez. Com três votos favoráveis à absolvição, Gabriel Paulista foi liberado de punição em primeira instância e permanece à disposição da comissão técnica do Corinthians para os próximos compromissos da temporada.

​‌​